Eu tenho uma garganta de chuva
para conversar com os anjos do céu
E ouví-los
só feito calango
com o mesmo empenho
No silêncio das frestas desérticas
Em terras não sabidas
Que quase são como tempestades
As mesmas que se esquecem de nós
como as nuvens se esquecem das águas
1 comentários:
Eu tenho a garganta de deserto, pois a água escoou toda pelos olhos...
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