quarta-feira, 2 de maio de 2012

Astrolábio

E se eu vivesse um tempo
Inteiro de um momento estúpido
Ao lado de estar sem palavras
Diante dos seus olhos príncipes
Arpoado ao castelo
De egos e aventuras
Parceira dos meus cadernos
De viagem e de cura
De elos fundamentais na natureza
Giro-grilos, três-borboletas e cama-rãs,
Essas nuvens precisam de sal para desabar
Chovendo nossas alegrias de amanhã
Nesses corpos feridos pelas promessas
Do encontro, reencontro do desencontro
Depositando um lençol sobre o seu frio
Aquecendo sua vontade
De me dormir, tão longe
Visconde, rio do meio, braço nobre
Em maio, o astrolábio, signo claro de trovão
o barulho de um raio num céu que é só raiz
quisera-me o mais bem colocado
verso de sua mão


3 comentários:

Jamile Marcellino disse...

forte, hein?
gostei.

Simone Cabral disse...

"E se eu vivesse um tempo
inteiro de um momento estúpido..."

Passando pra incansavelmente te ler!
bjos

Iracema Póvoas disse...

... então eu me faria luz...