sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Aedo ®


Dos conselhos a seguir
por tantas celas caminhei
atrás do grande fim
desse mundo a procurar
Aos amores me causei,
Às procelas me venci
dos assombros de meus ais
e tão longe me afastei
aos caminhos dos madrigais
solidão, é noite
já não voltarei, jamais.
Desmantelei à dura pena
a sina de tantos outros evitei
E só em passos deserdantes
a arca do exílio encontrei
Tanto cantei nas horas vãs
entre planos desconhecidos
em ilusões acometidas
para nobres e esquecidos
No mergulho de um instante
para sempre me perdi
Ao elevo dessa senhora
vacante afora de mim
desde que morro por aquela
que escolheu-me para si
tornou-me seu cativo
de ancestrais imensidões
onde o coração amante
redesarma seus grilhões
pois morre porque não morre
vive sem viver em mim.

1 comentários:

Simone disse...

Traduzir-se em palavras poéticas te faz parte do sempre
Bjos